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K-Pop

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K-pop (abreviação de korean pop [música pop coreana ou música popular coreana] hangul: 케이팝; rr: kei-pap) é um gênero musical originado na Coreia do Sul, que se caracteriza por uma grande variedade de elementos audiovisuais. Embora designe todos os gêneros de “música popular” dentro da Coreia do Sul, o termo é usado mais frequentemente em um sentido mais restrito, para descrever uma forma moderna da música pop sul-coreana, que abrange estilos e gêneros incorporados do ocidente como pop, rock, jazz, hip hop, R&B, reggae, folk, country, além de suas raízes tradicionais de música coreana.[2] O gênero surgiu com Seo Taiji and Boys, um dos primeiros grupos de K-pop e formado em 1992. Sua experimentação realizada com diferentes estilos de música “remodelou a cena musical da Coreia do Sul”. Como resultado, a integração de elementos musicais estrangeiros, tornou-se uma prática comum aos artistas de K-pop da atualidade. O K-pop conquistou popularidade primeiramente no Leste da Ásia no final da década de 1990 e entrou no mercado de música japonês na virada do século XXI. No final dos anos 2000, cresceu de um gênero musical comum entre adolescentes e jovens adultos pertencentes ao Oriente e Sudeste da Ásia, para uma subcultura.Atualmente, com o advento dos serviços de redes sociais online, a atual disseminação global do K-pop e do entretenimento coreano, conhecidos como a Onda Coreana, podem ser vistos na América Latina, Índia, Norte da África, Oriente Médio e em outras partes do ocidente. Características Conteúdo audiovisual Embora o K-pop geralmente se refira a música popular sul-coreana, alguns consideram que seja um gênero abrangente, exibindo um vasto espectro de elementos musicais e visuais. O Institut national de l’audiovisuel da França, define o K-pop como uma “fusão de música sintetizada, rotinas de dança afiadas e roupas coloridas e modernas”. As canções consistem tipicamente em uma ou mais misturas de pop, rock, hip hop, R&B e gêneros de musica eletrônica. O treinamento sistemático dos artistas As agências de gestão de artistas na Coreia do Sul oferecem contratos vinculativos para potenciais artistas, na maioria da vezes em uma idade jovem. Eles são conhecidos como trainees, e vivem juntos em um ambiente supervisionado, passando muitas horas diárias aprendendo sobre música, dança, línguas estrangeiras e outras habilidades de preparação para sua estreia. Este sistema de treinamento “robótico” é muitas vezes criticado pelos meios de comunicação ocidentais. Em 2012, o The Wall Street Journal informou que o custo de treinamento de um único idol da S.M. Entertainment custou em média US$ 3 milhões de dólares. Gênero híbrido e valores transnacionais O K-pop é um produto cultural que caracteriza “valores, identidade e significados que vão além de seu valor estritamente comercial”. É caracterizada por uma mistura de sons ocidentais com elementos de performance asiática. Foi observado a existência de uma “visão de modernização” inerente à cultura pop coreana. Para alguns, os valores transnacionais do K-pop são os responsáveis por seu sucesso. Um comentarista da Universidade da Califórnia disse que “a cultura pop coreana contemporânea é construída sobre […] fluxos transnacionais […] que ocorrem além das fronteiras nacionais e institucionais”. Alguns exemplos dos valores transnacionais inerentes ao K-pop que podem atrair pessoas de diferentes origens étnicas, nacionais e religiosas, incluem a dedicação a apresentação de idols em produções de alta qualidade, bem como sua ética de trabalho e comportamento social educado, tornando-se possível devido a seu período de formação. Divulgação Muitas agências tem apresentado seus novos grupos de ídols para o público, através de “programas de estreia”, que consiste em publicidade online e promoções em canais de televisão em oposição ao rádio. Os grupos recebem um nome e um “conceito”. Ás vezes sub-unidades ou sub-grupos são formados entre os membros existentes, como o Super Junior-M, que tornou-se um dos sub-grupos de K-pop mais vendidos na China. A divulgação online inclui o lançamento de vídeos musicais no Youtube a fim de alcançar uma audiência mundial. Estes vídeos muitas vezes são precedidos por uma série de anúncios na forma de imagens e trailers. Os ciclos promocionais dos singles são chamados comumente de “comebacks”, independente se o artista ou grupo estava em atividade anteriormente. Uso de frases em inglês O K-pop moderno é marcado pelo uso de frases em inglês, para o escritor Jin Dal-yong, o seu uso pode ter sido influenciado pelos “americanos-coreanos e/ou coreanos que estudaram nos Estados Unidos, [que] tiraram o máximo proveito de sua fluência em inglês e em recursos culturais que não são encontrados comumente entre aqueles que foram criados e educados na Coreia”. Em 1995, a porcentagem de títulos de canções em inglês que alcançaram as primeiras posições nas paradas musicais era de 8%. Este percentual variou em 30% em 2000, 18% em 2005 e 44% em 2010. Similarmente ao número crescente de grupos que usam nomes em inglês ao invés de coreanos. Isso permite que músicas e artistas sejam comercializados para um público mais amplo em todo o mundo. Um exemplo de canção coreana com uma grande quantidade de letras em inglês é “Jumping” do grupo Kara, que foi lançado ao mesmo tempo, tanto na Coreia do Sul como no Japão, com muito êxito. Cada vez mais, compositores e produtores estrangeiros são contratados para trabalhar em canções para idols, como will.i.am e Sean Garrett. Músicos como Akon, Kanye West, Ludacris e Snoop Dogg, também já participaram de canções de K-pop. Entretanto, o uso do inglês não garantiu a popularidade do K-pop no mercado norte-americano. Para alguns comentaristas, a razão para isto é porque o gênero pode ser visto como uma apropriação ou uma versão destilada da música ocidental, tornando difícil para o K-pop encontrar aceitação nesses mercados. Além disso, o público ocidental tende a colocar ênfase na autenticidade e expressão individual da música, do qual o sistema de ídols pode ser visto como suprimido. Coreografia As principais canções dos artistas são convencionalmente acompanhadas por coreografia, que inclui frequentemente um movimento de dança chave (conhecido como o “ponto” da dança), que combine com suas características ou a letra da canção. “Sorry Sorry” do Super Junior e “Abracadabra” do Brown Eyed Girls são exemplos de canções com coreografia notável. Recentemente, coreógrafos internacionais bem conhecidos como Parris Goebel e Anthony Joseph Testa tem trabalhado com artistas como CL, BIGBANG e SHINee. Moda O K-pop possui uma influência significativa na moda da Ásia, onde as tendências iniciadas pelos idols são seguidas pelo público jovem. Alguns artistas se estabeleceram como ícones de moda como G-Dragon e CL. Atualmente, existe uma preocupação sobre as tendências de beleza, como o clareamento da pele sendo popularizado pela indústria, o que tem sido alvo de criticas por seus padrões de beleza restritivos. Apoio governamental O governo sul-coreano reconheceu benefícios para o setor de exportação do país como resultado da Onda Coreana (estima-se que em 2011, o aumento de US$100 dólares na exportação de produtos culturais tenha sido resultado do aumento de US$412 nas exportações de outros bens de consumo como alimentos, roupas, cosméticos e produtos de TI) e, por conseguinte tenham subsidiado alguns projetos. As iniciativas governamentais para expandir a popularidade do K-pop são realizadas principalmente pelo Ministério da Cultura, Esportes e Turismo, que é o responsável por criar os centros mundiais de cultura coreana. As embaixadas sul-coreanas e os consulados também organizaram concertos de K-pop fora do país, e o Ministério de Relações Exteriores convida regularmente fãs de K-pop estrangeiros a participarem do K-Pop World Festival no país. História Origens da música popular coreana A história da música popular coreana pode ser traçada em torno de 1885, quando um missionário estadunidense, Henry Appenzeller, começou a ensinar canções folclóricas estadunidenses e britânicas em uma escola. Essas músicas eram chamadas em coreano de changga, e eram tipicamente baseadas em uma melodia popular ocidental porém cantadas com letras em coreano. Durante o domínio japonês no país (1910–1945), a popularidade das canções changga aumentou com os coreanos expressando seus sentimentos contra a opressão japonesa através da música. Uma das canções mais populares da época foi “Huimangga” (희망가, The Song of Hope). Contudo, os japoneses confiscaram as coleções de changga existentes e publicaram seus próprios livros com letras. O primeiro álbum de pop coreano conhecido foi Yi Pungjin Sewol (This Tumultuous Time), de Park Chae-seon e Lee Ryu-saek datado de 1925, que continha canções populares traduzidas do japonês. A primeira canção pop escrita por um compositor coreano é considerada a “Nakhwayusu” (낙화유수, Fallen Blossoms on Running Water) por Lee Jeong-suk em 1929. Em meados da década de 1920, o compositor japonês Masao Koga misturou a música tradicional coreana com música gospel que foi introduzida pelos evangelistas estadunidenses na década de 1870. Este tipo de música ficou conhecido como enka no Japão e mais tarde na Coreia como trot (coreano: “트로트”). 1940–1960: Chegada da cultura ocidental Depois que a península coreana foi dividida entre Norte e Sul após sua libertação da dominação japonesa em 1945, a cultura ocidental foi introduzida no país em pequena escala, com bares de estilo ocidental e clubes tocando música ocidental. Após a Guerra da Coreia (1950–53), tropas estadunidenses permaneceram na Coreia do Sul para sua proteção. Com a presença contínua das forças armadas estadunidenses durante esse período, tanto a sua cultura como a mundial espalharam-se pelo país e a música ocidental gradualmente se tornou mais aceita. O United Service Organizations fez o possível para que diversas figuras proeminentes do entretenimento estadunidense da época, como Marilyn Monroe e Louis Armstrong, visitassem os soldados situados na Coreia do Sul. Estas visitas despertaram a atenção do público sul-coreano. Em 1957, a rede de rádio das forças armadas estadunidenses iniciou a sua transmissão, disseminando a popularidade da música ocidental. Sua música começou a influenciar a música sul-coreana, como a escala pentatônica sendo gradualmente substituída pelo hexacorde e com as canções populares passando a ser modeladas após isso. Na década de 1960, com o desenvolvimento de gravações em LP e melhorias na tecnologia de gravação, possibilitou-se a busca por diversos tons de voz. Muitos cantores cantaram para as tropas estadunidenses, geralmente em clubes exclusivos. Eles apresentavam diversos gêneros musicais como country, blues, jazz e rock & roll. A economia sul-coreana começou a florescer e a música popular seguiu essa tendência, disseminada pelas primeiras estações de rádio comerciais do país. O cinema também começou a desenvolver-se e os músicos sul-coreanos passaram a se apresentar para um público cada vez mais amplo. Quando a Beatlemania chegou a costa da Coreia do Sul, as primeiras bandas de rock locais surgiram, a primeira das quais é dita ser a Add4, formada em 1962. O primeiro concurso de talentos para bandas de rock em Seul foi organizado em 1968. Além do rock e do pop, as músicas trot continuaram populares. Alguns cantores sul-coreanos conquistaram popularidade internacional: The Kim Sisters, Yoon Bok-hee e Patti Kim foram os primeiros cantores a estrearem em países como o Vietnã e Estados Unidos. The Kim Sisters tornou-se o primeiro grupo coreano a lançar um álbum nos Estados Unidos, apresentando-se em Las Vegas e realizando diversas aparições no programa de televisão de Ed Sullivan. Além disso, a canção de 1961 de Han Myeong Suk intitulada “The Boy in The Yellow Shirt”, recebeu uma versão cover da cantora francesa Yvette Giraud e também tornou-se popular no Japão. 1970: Influências Hippie e folk No final da década de 1960 a música pop coreana sofreu outra transformação. Cada vez mais, músicos tornaram-se estudantes universitários e graduados, estes foram influenciados fortemente pela cultura estadunidense e seu estilo de vida (incluindo o movimento hippie), produzindo música alegre ao contrário de seus antecessores, que foram influenciados pela guerra e a opressão japonesa. A geração mais jovem se opôs à Guerra do Vietnã tanto quanto os hippies estadunidenses o fizeram, o que resultou no governo sul-coreano proibindo canções com letras mais liberais. Apesar disso, a influência popular do folk apreciado entre os mais jovens, fez com que o canal de televisão MBC, organizasse um concurso musical para estudantes universitários em 1977, sendo a base de diversos outros festivais de música moderna. Uma dos principais artistas da época foi o cantor Han Dae-soo, que foi criado nos Estados Unidos e influenciado por artistas como Bob Dylan, Leonard Cohen e John Lennon. Sua canção “Mul jom juso” (물 좀 주소, Give Me Water) , tornou-se icônica entre os jovens da Coreia do Sul. Suas apresentações consideradas ousadas e o estilo único de cantar, frequentemente chocaram o público e mais tarde, o mesmo foi proibido de se apresentar no país. Han mudou-se para a cidade de Nova York e prosseguiu com sua carreira musical, só retornando a seu país de origem nos anos de 1990. Outros cantores notáveis do período incluem Song Chang-sik, Young Nam-cho e Hee Eun-yang, além disso, nessa mesma época os DJs começaram a tornarem-se populares. 1980: A era das baladas A década de 1980 viu a ascensão de cantores de balada após o álbum You’re Too Far Away to Get Close to (가까이 하기엔 너무 먼 당신, Gakkai Hagien Neomu Meon Dangsin) de Lee Gwang-jo em 1985 vender mais de 300,000 cópias. Outros cantores populares de balada incluíram Lee Moon-sae (이문세) e Byun Jin-seob (변진섭), apelidado de “O princípe das baladas”. Um dos compositores do gênero mais procurados da época foi Lee Young-hoon (이영훈), cujas músicas foram compiladas em um musical moderno em 2011, intitulado Gwanghwamun Yeonga (광화문 연가, Gwanghwamun’s Song). O The Asia Music Forum foi um evento lançado em 1980, com representantes de cinco países asiáticos diferentes competindo. O cantor coreano Cho Yong-pil venceu o primeiro lugar e passou a ter uma carreira de sucesso, se apresentando em Hong Kong e no Japão. Seu primeiro álbum Chang bakkui yeoja (창 밖의 여자, Woman outside the window), tornou-se um sucesso comercial o levando a ser o primeiro cantor sul-coreano a subir no palco do Carnegie Hall em Nova York. Seu repertório musical incluiu rock, dance, trot e folk pop. 1990: Desenvolvimento do K-pop moderno Na década de 1990, os artistas pop do país incorporaram em sua música, os estilos de música estadunidenses populares como rap, rock e techno. Em 1992, o surgimento do grupo Seo Taiji and Boys, marcou um momento revolucionário na história da música pop sul-coreana. Eles estrearam em um programa de talentos da MBC, com sua canção “Nan Arayo” (난 알아요, I Know) e obtiveram a classificação mais baixa do júri. No entanto, a música e o álbum homônimo tornaram-se tão bem sucedidos, que abriram caminho para o lançamento de canções do mesmo formato. O sucesso da canção, foi atribuído as batidas inspiradas no gênero new jack swing e seu refrão marcante, bem como a introdução de letras inovadoras que lidou com os problemas da sociedade sul-coreana. Posteriormente, seus passos foram seguidos por diversos artistas de hip hop e R&B como Yoo Seung-jun, Jinusean, Deux, 1TYM e Drunken Tiger. Em 1995, o produtor musical e cantor Lee Soo-man fundou a empresa de entretenimento, S.M. Entertainment. Em 1996, o ex-integrante do Seo Taiji & Boys, Yang Hyun-suk, fundou a YG Entertainment, assim como o também cantor Park Jin-young, que por sua vez fundou a JYP Entertainment em 1997. Inspirados em Seo Taiji and Boys, diversos grupos de idols foram formados neste período, a fim de suprir a demanda crescente vindo do público adolescente. O grupo H.O.T. foi um dos primeiros grupos idol masculinos lançados, com estreia em 1996. Seu êxito foi seguido pelo surgimento de grupos como Sechs Kies, S.E.S., Fin.K.L, NRG, Baby V.O.X., Diva, Shinhwa e g.o.d. A década de 1990 também tornou-se um período de sucesso para clubes de música underground e bandas de punk rock como Crying Nut. A crise financeira asiática de 1997, levou os artistas sul-coreanos a buscarem novos mercados: com o H.O.T lançando um álbum em mandarim e Diva um álbum em inglês em Taiwan. Anos 2000–presente: Ascensão da onda coreana Durante o início dos anos 2000, grupos idols que haviam experimentado um intenso sucesso na década de 1990, estavam em declínio. O grupo H.O.T. encerrou suas atividades em 2001, enquanto outros grupos como Sechs Kies, S.E.S., Fin.K.L, Shinhwa e g.o.d, tornaram-se inativos nos anos seguintes. Contudo, idols do K-pop começaram a receber popularidade de outras partes da Ásia como o grupo Baby V.O.X., que em 2002 tornou-se popular em muitos países asiáticos, após a canção “Coincidence” ser lançada e promovida durante a Copa do Mundo na Coreia do Sul, e em 2003, ao alcançar o primeiro lugar nas paradas de música chinesas com a canção “I’m Still Loving You”, sendo o primeiro grupo ídol a fazê-lo. Neste período de início do século XXI, cantores solo como BoA e Rain foram lançados e destacaram-se em popularidade, com a primeira tornando-se a primeira artista do país a alcançar o primeiro lugar na parada da Oricon no Japão e o segundo, realizando um concerto para uma audiência de 40.000 pessoas em Pequim na China. No entanto, os êxitos dos grupos TVXQ e SS501, após suas estreias em 2003 e 2005, respectivamente, marcaram o ressurgimento de grupos de idols no entretenimento sul-coreano e o crescimento do K-pop como parte da Hallyu, que refere-se a popularidade da cultura sul-coreana em outros países. O grupo TVXQ destacou-se ainda pelo surgimento de boy bands no Japão. Em 2008 a canção “Purple Line” tornou-os a primeira boy band estrangeira e o segundo artista após BoA, a conquistar o primeiro lugar na parada da Oricon. O nascimento da chamada segunda geração do K-pop, foi seguido pelas estreias bem sucedidas de Super Junior (2005) que tornaram-se o primeiro artista sul-coreano a vencer no Teen Choice Awards; BIGBANG (2006) que tornaram-se o primeiro artista sul-coreano a vencer no Europe Music Awards, a entrar na parada Billboard 200 e possuir a maior turnê mundial já realizada por um artista sul-coreano; Wonder Girls (2007) que entraram na parada Billboard Hot 100; Girls’ Generation (2007) que receberam o prêmio de Vídeo do Ano no YouTube Music Awards, Kara (2007) e 2NE1 (2009) com o álbum “CRUSH” quebrando o recorde de álbum de K-pop com a melhor 1ª semana de vendas no chart “Billboard 200”, ficando na posição #61, a maior alcançada por um artista do gênero. O desenvolvimento das mídias sociais online tem sido uma ferramenta vital para a indústria de música coreana atingir um público mais amplo, auxiliando o K-pop a realizar aparições cada vez maiores em paradas ocidentais como a Billboard. Desde meados dos anos 2000, uma enorme porção do mercado de música do Leste Asiático tem sido dominada pelo K-pop. Em 2008, as exportações culturais da Coreia do Sul (incluindo dramas televisivos e jogos de computador) aumentaram para US$ 2 bilhões, mantendo uma taxa de crescimento anual de mais de 10%. Naquele ano, o Japão representou quase 68% de todas as receitas de exportação do K-pop, à frente da China (11,2%) e dos Estados Unidos (2,1%). Em outros lugares do mundo, o gênero rapidamente cresceu em popularidade, especialmente após o vídeo musical de “Gangnam Style” do rapper Psy, conquistar o feito de ser o primeiro vídeo do YouTube a atingir um bilhão de visualizações, alcançando uma cobertura generalizada na mídia convencional. Em março de 2017, o vídeo atingiu a marca de 2,8 bilhões de visualizações. Apesar das diversas tentativas realizadas pelas empresas de entretenimento (com idols como BoA, Wonder Girls, Seven e CL lançando singles em inglês), os mesmos não conseguiram atingir êxito global. Como parte da onda coreana, o K-pop foi abraçado pelo governo sul-coreano como uma ferramenta de poder de persuasão, particularmente aos jovens do exterior. Em 2014, o The Economist apelidou a cultura pop coreana de “líder de tendências da Ásia”. Indústria Agências O K-pop gerou uma indústria completa que abrange a residência de produção musical, empresas de gestão de eventos, distribuidores de música e outros fornecedores de mercadorias e serviços. As três maiores empresas em termos de vendas e receita são a S.M. Entertainment, YG Entertainment e JYP Entertainment, muitas vezes referidos como Big Three. Estas gravadoras também funcionam como agências de representação de seus artistas. Eles são responsáveis pelo recrutamento, financiamento, treinamento e promoção de novos artistas, bem como a gestão de suas atividades musicais e relações públicas. Atualmente, a agência com a maior participação de mercado é a S.M. Entertainment. Em 2011, juntamente com a Star J Entertainment, AM Entertainment e Key East, as agências da Big 3 fundaram a companhia de gestão conjunta United Asia Management. Vendas e valor de mercado Em 2009, a DFSB Kollective tornou-se a primeira empresa distribuidora de K-pop no iTunes. Em 2011, um número de 1,100 álbuns foram lançados na Coreia do Sul. O gênero de hip hop foi o que possuiu a maior representação com um total de dois terços do total de álbuns. Um terço deles, eram de uma variedade de outros gêneros, incluindo rock, folk moderno e crossover. Em 2012, o custo médio de obtenção de uma música K-pop na Coreia do Sul foi de US$ 0,10 para um único download, e de US$ 0,002 quando transmitido online. No primeiro semestre do ano, de acordo com a Billboard, a indústria musical sul-coreana arrecadou cerca de US$ 3,4 bilhões – um aumento de 27,8% em relação ao ano anterior – e foi reconhecida pela revista Time como “a maior exportação da Coreia do Sul”. Sistema de trainees Por convenção no K-pop moderno, os trainees passam por um sistema de treinamento rigoroso por um período de tempo indeterminado antes de sua estreia. Este método foi popularizado por Lee Soo-man, fundador de S.M. Entertainment, como parte de um conceito rotulado como “tecnologia cultural”. O The Verge descreveu este sistema de gestão de artistas como “extremo”. De acordo com o CEO da filial do Sudeste Asiático da Universal Music, o sistema de trainee de idol coreano é único no mundo. Por causa do período de treinamento, que pode durar por muitos anos, e a quantidade significativa de investimentos que as agências colocam em seus trainees, a indústria é muito séria sobre o lançamento de novos artistas. Os trainees podem entrar em uma agência através de audições ou serem recrutados, e uma vez que são selecionados, são lhes dadas acomodação e aulas (geralmente de canto, dança, rap e línguas estrangeiras como mandarim, inglês e japonês), enquanto se preparam para a estreia. Os jovens trainees às vezes frequentam a escola ao mesmo tempo. Além disso, não há limite de idade para se tornar um trainee e não há limite de duração de tempo que esse período pode levar. Paradas musicais A parada musical oficial da Coreia do Sul é o Gaon Chart desde o ano de 2010. Em 2011, a Billboard criou a parada Korea K-Pop Hot 100 através da Billboard Korea, porém a mesma foi descontinuada em 2014. Através do crescimento internacional do K-pop, trabalhos de alguns artistas já posicionaram-se na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos, além de destacarem-se em outras paradas da mesma. Há alguns anos, suas canções e álbuns, também entram nas paradas da Oricon no Japão. Televisão A indústria de música sul-coreana tem gerado inúmeros programas do tipo reality shows, incluindo programas de talent shows como Superstar K e K-pop Star, os especialistas em competição de rap Show Me The Money e sua contraparte feminina Unpretty Rapstar, além de muitos programas de “sobrevivência”, onde trainees competem uns contra os outros, a fim de formar um novo grupo de ídols. Exemplos de programas neste gênero são MyDOL da Jellyfish Entertainment, que formou o boy goup VIXX; WIN: Who Is Next, da YG Entertainment que formou o boy group Winner e MIX&MATCH, que formou o iKON; Sixteen da JYP Entertainment que formou o girl group Twice; No.Mercy da Starship Entertainment que formou o boy group Monsta X; Produce 101 da Mnet que formou o girl group I.O.I e mais recentemente o Finding Momo Land da Duble Kick Entertainment que formou o girl group Momoland. Cultura Os artistas do K-pop são frequentemente referidos como idols ou grupos idols. Os grupos geralmente costumam possuir um líder, e o mais jovem é chamado de maknae (막내). O uso popular do termo no Japão foi influenciado pelo grupo SS501, quando expandiram suas atividades ao país em 2007. Sua tradução para o japonês “マ ン ネ”, foi muitas vezes usado para nomear o maknae do grupo Kim Hyung-jun, a fim de diferenciá-lo de seu líder de nome e ortografia semelhante, Kim Hyun-joong. Apelo e base de fãs Diversos fãs viajam ao exterior para verem seus ídolos em turnê. Os turistas geralmente visitam a Coreia vindos do Japão e da China para verem os concertos de K-pop, como os 7,000 fãs japoneses que foram a Seul em 2012 verem a apresentação do grupo JYJ e também durante seu concerto em Barcelona em 2011, onde fãs de diversas partes do mundo acamparam durante a noite para garantir ingressos. Uma pesquisa realizada em 2011 pelo Korean Culture and Information Service informou que havia mais de três milhões de membros ativos de fã-clubes pertencentes a Hallyu. Um artigo do The Wall Street Journal indicou que o futuro poder do K-pop será moldado pelos fãs, cujas atividades online evoluíram para “micro-negócios”. Geralmente, os grupos possuem fã-clubes dedicados que recebem um nome coletivo e ás vezes uma cor atribuída, por meio do qual irão comercializar produtos. Um exemplo, são os fãs do Girls’ Generation que são conhecidos como ‘Sones’ e sua cor oficial é o ‘rosa’. Alguns dos grupos mais populares tem personalizado bastões luminosos (chamados de light sticks) para o uso em seus concertos, como o BIGBANG, onde seus fãs seguram bastões de luz amarelos em formato de coroa amarela. Fã-clubes muitas vezes participam de eventos de caridade a fim de apoiar seus artistas, através da compra de sacos de arroz de fãs (conhecidos como fan rice). Estes sacos de arroz são então doados para os necessitados. Segundo a Time, para uma única apresentação do BIGBANG, 12.7 toneladas de arroz foram doados vindo de cinquenta fã-clubes ao redor do mundo. Na Coreia do Sul, existem empresas dedicadas ao transporte deste arroz, vindos diretamente dos agricultores para os locais de concerto. Outra maneira dos fã-clubes demonstrarem sua devoção está no envio de refeições aos idols durante suas atividades. Há empresas de catering no país específicas para este fim. Uma característica única na base de fãs de K-pop é o chamado fan chant. Quando um grupo idol realiza o lançamento de uma nova canção, os fã-clubes organizam um fan chant e o aprendem, assim eles podem cantar determinados trechos ou palavras da canção, durante as apresentações ao vivo, além disso, chamar os nomes do artista ou grupo em questão durante sua apresentação, também faz parte do fan chant. Obsessão Alguns idols e grupos de idols têm enfrentado problemas com fãs obsessivos que se permitem realizar perseguições ou possuir um comportamento invasivo. Estes fãs são conhecidos como fãs sasaeng (do coreano: vida privada), que assim são chamados por suas invasões de privacidade. Há relatos de comportamentos extremos por parte de fãs tentando conseguir a atenção dos artistas, bem como serviços de táxi que atendem aqueles que desejam seguir idols. As autoridades públicas sul-coreanas, reconhecem este comportamento como uma preocupação séria. Alguns idols tem reagido com indignação aos fãs sasaeng, por meio dos quais já receberam atos ou situações vindo destes, como os membros do JYJ, Kim Hee-chul do Super Junior e Jang Keun-suk. Em resposta a esta questão, uma nova lei foi introduzida em fevereiro de 2016 na Coreia do Sul, considerando o aumento da pena de perseguição para cerca de US$ 17.000 dólares, bem como uma possível pena de dois anos de detenção. Eventos Turnês de K-pop são realizadas fora da Coreia do Sul desde meados da década de 2000. A maioria dos artistas sul-coreanos realizam turnês asiáticas, entretanto, turnês em todo o mundo também tornaram-se frequentes desde 2011, quando a SM Town realizou a sua primeira turnê não-asiática, intitulada SMTown Live ’10 World Tour. Convenções e festivais de música Ver também: Categoria:Festivais de K-pop • 2003–presente: Korean Music Festival no Hollywood Bowl em Los Angeles. • 2009–presente: Philippine K-pop Convention • 2011–presente: K-POP World Festival na Coreia do Sul. • 2012–presente: KCON na California. • 2015–presente: KCON em Nova York. • Mídias sociais As mídias sociais tem sido um instrumento de alcance global do K-pop, principalmente o site de compartilhamento de vídeos Youtube. Dos 2,28 bilhões de visualizações mundiais que o K-pop obteve em 2011 no referido site, 240 milhões vieram dos Estados Unidos, valor mais que o dobro do que aquele obtido em 2010, quando seus números foram de 94 milhões. Popularidade e impacto Ásia Japão Na sequência do levantamento das restrições de importação/exportação entre Coreia do Sul e Japão, que estavam presentes desde a Segunda Guerra Mundial, o álbum Listen to My Heart de BoA foi o primeiro álbum de um artista coreano a estrear no topo das paradas japonesa da Oricon e recebeu um certificado-RIAJ por um milhão de cópias vendidas no país. Em 16 de janeiro de 2008, o TVXQ (conhecido como Tohoshinki no Japão) alcançou o topo das paradas da Oricon, com seu décimo sexto single japonês, “Purple Line”. Isso fez-lhes o primeiro grupo masculino estrangeiro e coreano a ter um single número um no Japão. Depois disso, o mercado de música japonesa tem visto o afluxo de artistas pop coreanos incluindo SS501, T-ara, Shinee, Super Junior, BIGBANG, Kara, Girls’ Generation, 2NE1, 2PM e Brown Eyed Girls. Em 2011, foi relatado que as vendas totais de artistas de K-pop aumentaram 22,3% entre 2010–2011 no Japão. Alguns artistas entraram no top 10 de vendas de 2011 no Japão. De acordo com a Fundação de Cultura do Intercâmbio Internacional da Coreia, o K-pop tem sido um sucesso de exportação da cultura coreana na Ásia. No seu índice de “Korean Wave”, o principal país em 2010 foi o Japão, em uma lista que também incluía Taiwan, China, Tailândia, Indonésia, Vietnã, Malásia e Filipinas. China O K-pop ainda tem que fazer um grande impacto na China, mas tem havido um considerável sucesso. Em 2005 Rain realizou um concerto em Pequim para 40.000 pessoas. Wonder Girls ganhou um prêmio no 5th annual China Mobile Wireless Music Award por ter as maiores vendas digitais para um artista estrangeiro com cinco milhões de downloads digitais em 2010. Super Junior e seu subgrupo Super Junior-M tiveram resultados bem sucedidos nas paradas musicais Kuang Nan Record, CCR e Hit Fm Taiwan. Índia Na Índia, no estado de Manipur, onde separatistas proibiram filmes de Bollywood, os consumidores têm se voltado para a cultura popular coreana para as suas necessidades de entretenimento. O correspondente da BBC Sanjoy Majumder informou que produtos de entretenimento coreanos são na sua maioria cópias piratas contrabandeadas do vizinho Birmânia, e é geralmente bem recebido pela população local. Isto levou a língua coreana se tornar mais popular entre os jovens, com frases como “Annyeong-haseyo” (안녕하세요) e “Kamsahamnida” (감사 합니다) agora comumente ouvida no discurso diário. Em resposta à crescente influência cultural coreana, o Professor Amar Yumnam a partir da Universidade Manipur propôs a criação de cursos de línguas para estudantes coreanos, depois de uma reunião entre funcionários da universidade e diplomatas da Embaixada da Coréia em Nova Deli realizada em 2011. A fim de capitalizar sobre a popularidade do K-pop em Manipur, muitos salões de cabeleireiro ofereceram cortes “estilo coreano” com base nos penteados de boy groups de K-pop. Esta onda de cultura popular coreana está se espalhando de Manipur para o estado vizinho de Nagaland, e Nepal. Filipinas Em 2015 o cantor/comediante Filipino-coreano Ryan Bang lançou Shopping, um single mashup P-Pop-K-Pop. Regulamentos Em 2014, a Coreia do Sul passou de lei para regulamentar a sua indústria de música, protegendo estrelas K-pop menores de idade de práticas de trabalho insalubres e performances abertamente sexualizadas, bem como ações de sensibilização para as regras que garantem o direito de “aprender, descanso e sono.” De acordo com o Hollywood Reporter, “o entretenimento da Coréia é notoriamente improvisado e não regulamentado. Na procura de estrelas – muitos dos quais são “ídolos” adolescentes – tem sido conhecido a ensaiar e se apresentar sem dormir”. Lista de artistas de K-pop Solistas Feminino Nome Ano do Debut Solo Referências Ailee 2012 [158] Alice 2010 [159] Amber 2015 [160] Ashley 2018 [161] Bada 2003 [162] Baek A Yeon 2012 [163] BoA 2000 [164] Chungha 2017 [165] CL 2013 [166] Dana 2001 [167] Elkie 2018 [168] Esna 2015 [169] Eugene 2003 [170] Eunji 2016 [171] G.NA 2010 [172] Gain 2010 [173] Ha:tfelt 2014 [174] Hara 2015 [175] Heize 2014 [176] Hyolyn 2013 [177] Hyoyeon 2016 [178] Hyuna 2010 [179] IU 2008 [180] JeA 2013 [181] Jennie 2018 [182] Jenyer 2016 [183] Jessi 2005 [184] Jessica 2016 [185] Jieun 2009 [186] Jimin 2016 [187] Jooyi 2016 [188] Kimi 2018 [189] Lee Hi 2012 [190] Lee Hyori 2003 [191] Luna 2016 [192] Minzy 2017 [193] Miryo 2012 [194] MiSo 2017 [195] Moonbyul 2018 [196] Narsha 2010 [197] Nicole Jung 2014 [198] Park Bom 2009 [199] Park Jimin 2015 [200] Rosé 2019 Seohyun 2017 [201] Shoo 2010 [202] Sojung 2017 [203] Solar 2015 [204] Somi 2019 [205] Sooyoung 2018 [206] Son Dambi 2008 [207] Soyeon 2017 [208] Soyou 2017 [209] Stephanie 2012 [210] Sunmi 2013 [211] Suzy 2017 [212] Taeyeon 2015 [213] Tiffany Young 2016 [214] Uhm Junghwa 1993 [215] Wheein 2018 [216] YoonA 2016 [217] Yubin 2018 [218] Yuri 2018 [219] Solistas masculino Nome Ano do Debut Solo Referências Baekhyun 2019 [220] Bobby 2016 [221] Chen 2019 [222] Daesung 2008 [223] G-Dragon 2009 [224] Holland 2018 [225] Hoya 2018 [226] Hero Jaejoong 2013 [227] J.Y.Park 1992 [228] J-Hope 2018 [229] Jay Park 2009 [230] Jo Kwon 2010 [231] Jonghyun 2015 [232] Jun.K 2011 [233] Jun Jin 2006 [234] Junho 2013 [235] K.Will 2007 [236] Kangta 2001 [237] Kim Dongwan 2007 [238] Key 2018 [239] Kyuhyun 2014 [240] Leo 2018 [241] One 2017 [242] Onew 2018 [243] Max Changmin 2015 [244] Mino 2016 [245] Psy 2001 [246] Rain 2002 [247] Rap Monster 2015 [248] Ravi 2016 [249] Ryeowook 2016 [250] Samuel 2017 [251] Seo Taiji 1998 [252] Seungri 2011 [253] Seven 2003 [254] Suga 2016 [255] T.O.P 2010 [256] Tablo 2011 [257] Taemin 2016 [258] Taeyang 2008 [259] U-Know Yunho 2015 [260] Woohyun 2016 [261] Wooyoung 2012 [262] Yesung 2016 [263] Yoon 2013 [264] Zhou Mi 2014 [265] Zion.T 2013 [266] Solistas Semi Relacionados ao K-pop Nome Ano do Debut Solo Sexo Dean 2015 Masculino Insooni 1983 Feminino

Você conheceu um pouco mais sobre o Estilo Musical K-Pop.