Panorama do Brasil

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Vicente Celestino

Na bravura rude do vaqueiro

Na fibra de herói do jangadeiro

Nas canções praieiras

Nessa ânsia de inimigo das palmeiras

O labor do paulistano

No gaúcho frente ao minuano

Na sonora voz das cachoeiras

E das serras altaneiras

Nas lutas finais dos retirantes

No ardor do novo bandeirante

No teclar negro da terra nascendo

Eu vejo o meu brasil crescendo

Nos braços de aço do operário

Vem gerando o aço nas usinas

No trabalho agrário

Que pintou de verde campos e colinas

Na arrojada arquitetura

E coloca o negro celta à altura

Nas locomotivas nos tratores

Sinfonia de motores

Na dedicação do cientista

Na divina inspiração do artista

No rio amazonas brasil correndo

Eu vejo meu brasil crescendo


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