Revista americana coloca Novos Baianos e Milton Nascimento em lista dos grandes discos de 1972

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Revista americana coloca Novos Baianos e Milton Nascimento em lista dos grandes discos de 1972

Top 50 também tem álbuns de alemães, italianos, nigerianos e franceses, além, claro de artistas dos EUA, Canadá e Inglaterra

– Revista americana coloca Novos Baianos e Milton Nascimento em lista dos grandes discos de 1972

Por décadas, a Spin foi uma das principais revistas de música publicadas nos EUA. Nos dias de hoje, a publicação sobrevive no mundo virtual e, recentemente, o site dela fez uma enquete para saber quais seriam os grandes álbuns que estão completando cinco décadas anos em 2022. O top 50 se mostrou bem amplo ao trazer trabalhos bastante diversos de artistas das mais diversas partes do globo, incluindo dois feitos por brasileiros, comprovando a tese de que 1972 foi um dos anos mais ricos da história da música.

A surpresa maior foi ver “Acabou Chorare”, clássico maior dos Novos Baianos, no 30° lugar. Há muito considerado um dos maiores, se não o maior, LP já feito no aqui, em listas feitas por críticos brasileiros, ele nunca tinha aparecido em um ranking desse tipo feito por uma grande publicação do eixo EUA-Inglaterra. Para a jornalista Ana Leorne, “Chorare” existe “nesta interseção multicolorida da terra natal com o pós-colonialismo, de identidade e anonimato comunal e da relevância local e aclamação internacional”.

Ainda melhor posicionado está o “Clube da Esquina”, emblemático álbum duplo que Milton Nascimento gravou com Lô Borges e outros nomes que, ajudaram a levar a música de Minas Gerais para o resto do Brasil e o mundo – e há bastante tempo muito querido por críticos e fãs de diversas partes do globo.

Milton Nascimento

No 19° posto, o disco, também resenhado por Leorne, se aproxima “de um manifesto estético que se desdobra em uma odisseia sônica com um coração na MPB, uma mente de jazz-progressivo e uma lama psicodélica.”

A lista da Spin também tem álbuns feitos por alemães (Popol Vuh, Neu, Can e Faust), italianos (Premiata Forneria Marconi, Banco del Mutuo Soccorso), nigerianos (Fela Kuti) e franceses (Catherine Ribeiro + Alpes), além, claro, por norte-americanos e ingleses.

Mesmo entre os “anglo-saxões”, há algumas surpresas, como o primeiro lugar indo para o disco de estreia do Roxy Music, um álbum que, naquele momento, “sinalizava que o futuro do rock parecia sem limites” e que ajudou a dar forma para o glam e o art rock, e, futuramente, a new wave, punk e a música eletrônica.

Os gêneros também variam indo do progressivo do Yes, Genesis, Gentle Giant e Jethro Tull, às longas jams de Grateful Dead e Allman Brothers, passando pelo hard rock do Deep Purple, Black sabbath e Captain Beyond, e também o funk do Funkadelic, o jazz de Miles Davis, Charles Mingus e Alice Coltrane, a sofisticação de Todd Rundgren, Terry Callier e Steely Dan, a soul music de Aretha Franklin e Al Green, o folk de Neil Young, Nick Drake e Joni Mitchell, o rock and roll dos Rolling Stones, o glam rock de Bowie, Lou Reed e T Rex e trabalhos emblemáticos de cantores e compositores como Elton John e Paul Simon.

“Ziggy Stardust” (David Bowie), “Talking Book” (Stevie Wonder), “Pink Moon” (Nick Drake) e “Close To The Edge” (Yes), foram os demais LPs mais bem classificados no top 50.

Revista americana coloca Novos Baianos e Milton Nascimento em lista dos grandes discos de 1972.


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